Eu vejo a borboleta. Cada bater de asas são as batidas do meu coração. O vôo pelo ar é meu flutuar no absoluto irremovível. O pólen feito catarse que desgruda das suas patas é meu amor singelo aos meus semelhantes.
Se a borboleta não escolhe a cor da flor, não escolho a cor de quem amo. Se a borboleta não escolhe a raça da flor, não escolho para quem darei meu sorriso. Se a borboleta não escolhe o gênero da flor, não escolho a quem olho.
Voa, borboleta, voa pelo mundo com amor. Espalha o amor nesse mundo tão sofrido. Voa com o coração nas asas.
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